Evidência de atividade transcricional de SARS-COV-2 em cardiomiócitos de pacientes com COVID-19

A COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, teve início em dezembro de 2019, porém ainda representa um problema de saúde grave no mundo inteiro. As manifestações clínicas variam de sintomas respiratórios leves ou severos a complicações que podem evoluir a óbito. Evidências mostram que vários outros órgãos além do pulmão são afetados como, por exemplo, o sistema cardiovascular.


Lesões cardíacas têm sido documentadas em mais de 50% dos pacientes que vieram a óbito. As complicações cardíacas associadas à COVID-19 podem ser causadas por danos celulares diretamente relacionados à infecção por SARS-CoV-2 ou por efeitos secundários das respostas excessivas do sistema imune.



Para explorar essas possibilidades, pesquisadores da Università degli Studi di Milano na Itália investigaram a presença e atividade de SARS-CoV-2 em tecidos do coração de seis pacientes que vieram à óbito devido à COVID-19. O vírus foi detectado em cardiomiócitos utilizando diferentes metodologias, dentre elas PCR digital, Western blot, imunohistoquímica e microscopia eletrônica de transmissão. Além disso, ensaios de hibridização in situ demonstraram transcrição viral ativa através da detecção do RNA de SARS-CoV-2 utilizando uma sonda sense V-nCoV-2019-S.


Neste trabalho, os pesquisadores utilizaram o ensaio de hibridização in situ da Advanced Cell Diagnostics (ACD) que utiliza a tecnologia inovadora e patenteada RNAScopeTM. O ensaio faz uso de duas sondas independentes que precisam hibridizar à sequência alvo em tandem para que a amplificação do sinal ocorra. Uma vez que é improvável que duas sondas independentes hibridizem uma ao lado da outra em um alvo não-específico, este desenho de sondas garante amplificação seletiva dos sinais específicos. Além disso, o uso de várias sondas para um RNA alvo e as várias etapas de amplificação do sinal possibilitam uma sensibilidade superior de tal modo que uma única molécula de RNA pode ser visualizada como um ponto.


A ACD oferece três tipos de ensaios: RNAScope, BaseScope e miRNAscope. Enquanto o RNAscope possibilita a visualização de RNAs mensageiros e não-codificantes, o BaseScope permite a detecção específica de junções de éxons, variantes de splicing e mutações pontuais.


Já o miRNAscope foi desenvolvido para avaliar pequenos RNAs, como oligonucletídeos antisense (ASO), microRNAs (miRNAs) e RNAs de intereferência pequenos (siRNAs). Ademais, a tecnologia RNAScopeTM pode ser combinada à imunohistoquímica (IHC) na mesma lâmina para detecção de RNA e proteína simultaneamente.


Ficou interessado em saber mais sobre as soluções de hibridização in situ que a ACD tem a oferecer? Entre em contato com nossa equipe de especialistas por e-mail: comercial@pensabio.com.br ou ligue para (11) 3868-6500.


Fonte: Bulfamante, G. P.; Perrucci, G. L.; Falleni, M.; Sommariva, E.; et al. (2020) Evidence of SARS-CoV-2 transcriptional activity in cardiomyocytes of COVID-19 patients without clinical signs of cardiac involvement. Biomedicines, 8, 626; doi:10.3390/biomedicines8120626

Ensaio de hibridização in situ RNAScope para detecção do RNA viral de SARS-CoV-2 em cortes de biópsias de coração de pacientes saudáveis (Healthy Ctrl, à esquerda) e com COVID-19 (à direita). As setas indicam a presença de RNA. Fonte: Bulfamante et al., (2020).

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